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A Trilogia da Viagem – TerryBrooks

sábado, 28 de agosto de 2010

 
Quando comecei a ler o primeiro livro da Trilogia da Viagem, não esperava tanto do autor. É uma  história envolvendo druidas, Elfos, máquinas e tecnologia, para nós, de última geração. Digo para nós, porque até onde entendi, estou indo agora para o terceiro  livro, o espaço temporal da trama é no futuro, pois eles se referem as máquinas e tecnologia que eu chamo de última geração, como coisas do passado.

TerryBrooks misturou conceitos de magia com os da tecnologia moderna de forma espantosa e bastante criativa. Ao mesmo tempo que ele lança mão da tecnologia para  fazer com que seus personagens ataquem com raios ultra potentes, se foca no poder mental que cada ser possui. E assim ele mantém ambas potências, tanto a tecnológica como a mental, durante toda narrativa da história, fazendo com que seus aventureiros explorem com todas as  forças seus potenciais.

Contrariando todas minhas expectativas da história, me vi envolvida pela trama diante do grupo de amigos que se forma focado em um objetivo de uma única pessoa,  que no fim passa  a ser em comum entre todos. Acontece tanta, mas tanta coisa com essa equipe!eles se separam e o ritmo alucinante com que o autor narra os episódios de cada grupinho que se dividiu é de perder o fôlego. Só consigo me lembrar de um outro autor que me prendeu dessa forma, Matthew Reilly. Apesar das histórias de  Estação Polar e Ária 7 chegarem mais próxima da realidade do que a trilogia da Viagem, existem muitas semelhanças na forma com que esses dois autores contam as histórias. Sem falar  nas lutas da trilogia da Viagem que são muito parecidas com Área 7 E Estação Polar.  Na verdade, a história dos livros de Matthew Reilly nada tem haver com as de TerryBrooks. Matthew Reilly conta sobre um grupo de  fuzileiros que luta contra terroristas  envolvidos em armações políticas, algo bem mais próximo de nossa realidade. Já  TerryBrooks nos remete a um mundo de fantasia onde a magia e a força da tecnologia  são armas essenciais.  Porém, tanto nas obras de um autor, como de outro, os personagens fogem ao mesmo tempo que procuram seus inimigos e haja briga com SIG-Sauer,  Maghook, fogo élfico e muita magia!
E no meio de tanta luta pela sobrevivência, ambos autores conseguem nos passar mensagens lindíssimas sobre a  amizade, caráter e fraternidade.  Colo abaixo um trecho do segundo livro da trilogia da viagem, que gostei bastante. Mas não se prendam somente nessa parte, porque a trama vai muito além disso. Tem  muita briga rolando, uma legião de perseguidores e de fugitivos, tanto do bem como do mal,  muita força de vontade na tentativa de encontrar uma saída daquele mundo aterrorizante. foi apenas um trechinho que achei extremamente sensível na história, e que  mostra que nem sempre o feio é maligno, e o belo benigno. Claro que normalmente tememos os diferentes, mas será que podemos dizer que somos todos iguais? Uma pessoa se torna diferente da outra por suas opiniões, seu aspecto  físico e principalmente devido a sua bagagem de vida que é sempre única.

para quem gosta de perder o fôlego e prender a respiração no meio de batalhas, indico tanto um autor como outro.  Nhau!

“    – Foi você quem disse isso – disse Bek. – Seu rosto não é quem você é. Pode parecer um monstro, mas não é. Você é meu amigo. Salvou a minha vida. Mas não confiava  em mim para contar a verdade a seu respeito. Escondia a verdade porque se enganava e pensava que era outra coisa. Eu prefiro conhecer você assim, por mais terrível  que seja, do que ter a verdade ocultada.
    – Belas palavras – grunhiu o outro, mas não se afastou.
    – A verdade, Truls Rohk. Eu sei que você se odeia por ter esse aspecto. Sei que odeia seu aspecto e como os outros irão olhá-lo se se revelar. Mas às vezes,  com pessoas que importam, precisa revelar até mesmo o pior do que você acredita ser. Precisa ter fé no fato de que não fará diferença. Jamais o julguei pelo seu  aspecto. O que importa é quem você é, e quem você é está sempre enterrado bem no seu interior. Os mutantes nas montanhas sabiam disso. Perguntaram-me o que eu sentia  por você porque queriam ver se eu o achava importante. Será que poderia haver uma amizade entre nós? Até que ponto iria essa amizade? Será que eu achava que haveria  um lugar para você no mundo? Será que eu cederia meu próprio lugar para que você tivesse o seu? Será que eu daria minha vida por você? Eu lhes dei respostas que  não tinham nada a ver com seu aspecto e tudo a ver com quem você é.
    – Então, o que você conseguiu fazendo com que eu lhe mostrasse como sou? A que propósito isso serviu? – Amargura e suspeita cobriam as palavras do outro. – A  verdade não ajuda ninguém aqui.
    Bek apertou o braço do outro e continuou:
    – Mas você não está vendo? A verdade ajuda a todos. A chance de viver que os mutantes deram a você quando foi atacado pelo caull é a mesma chance que você deve dar a Grianne. Todos acham que ela também é um monstro. Mas a verdade é algo inteiramente diferente. Ela simplesmente precisa de alguém que a ajude a ver isso. Ela precisa de alguém que a ajude a se despir de seus enganos e mentiras. Precisa de alguém que acredite nela, que acredite que ela é mais do que todos vêem. Ela precisa  de alguém que fale por ela.
    Bek inclinou-se para perto.
    – Não há mais ninguém a não ser você e eu. Somos a última esperança dela.
    Fez-se um longo silêncio quando ele terminou, um congelamento de tempo e espaço enquanto o garoto e o mutante encaravam um ao outro na escuridão, um humano e  o outro, alguma coisa. Todo o ar havia desaparecido do mundo, deixando-o vazio e sufocante. Bek não sabia o que fazer ou dizer. Recusava-se a soltar Truls Rohk,  segurando-o firme pelo braço, como se fazendo assim pudesse mantê-lo preso à sua causa.
    – Você e eu – o outro disse por fim, a voz rouca estranhamente suave. – Mas em grande parte você.”

Um Longo Caminho Para Casa – Danielle Steel

sábado, 28 de agosto de 2010

Acabei de ler UM LONGO CAMINHO PARA CASA de Danielle Steel.Antes de comentar, gostaria de dizer que eu demorei muitíssimo tempo para conseguir ler alguma coisa deDanielle Steel. Quando era adolescente, muitas amigas liam os romances dessa autora, comentavam e eu ficava doida para ler. Porém, quando pegava um dos livros dela, não conseguia nem chegar a metade da história. A trama era enrolada de mais, demorava para que o livro fizesse sentido e eu largava. Tentei ler vários romances dela,  mas sempre deixava de lado e não terminava. Na época, os gêneros que me fascinavam eram os policiais, como os da Agatha Christie ou os romances de Ken Follett ou  Sidney Sheldon. Há pouco mais de um ano que realmente comecei a ler Danielle Steel e já li mais de 20 livros dela. Realmente, seus livros começam de vagar e a trama  demora a se desenvolver, mas hoje eu adoro seus enredos. Penso que os livros chegam para nós no momento certo. Não adianta tentar ler determinado livro em um momento  da vida que não estamos receptivos para tal leitura. Hoje, Danielle Steel juntamente com Nora Roberts estão entre minhas autoras prediletas de livros rosinhas.

Um Longo Caminho Para Casa conta a história de uma mulher que foi muito maltratada na infância. É um livro muito forte, principalmente no começo, pois durante sua  infância, Gabriela sofre fortes agressões físicas e psicológicas de sua mãe e pai. O livro se torna difícil de ser deixado de lado, pois no meu caso, eu fiquei doida  para saber como ela iria prosperar na vida. E depois, durante sua adolescência, e até mesmo quando adulta, essas agressões não cessam. Essa personagem sofreu de  mais na vida, tanto nas mãos de seus pais, como nas de outras pessoas que cruzaram sua jornada. É um livro que passa muita determinação e força de vencer na vida.  A noção de casa, no sentido de lar, é muito bem explicitada nesse livro, pois nos mostra que a verdadeira casa, o real lar está naquele lugar onde encontramos a  felicidade, e não em uma estrutura física de concreto. Como eu costumo dizer, o meu lar é nos braços do meu namorido, pois não há lugar no mundo onde eu me sinta  mais amada e protegida. E o seu, onde é?

Seja Bem Vindo ao Ronronar dos Livros!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

É com muita alegria que reservo esse cantinho do meu telhado para meus
amados livros. Aqui, compartilharei com todos comentários sobre livros que estou

lendo, e até mesmo os que já li. Costumo ler cerca de 3 livros por mês, e esse é um dos meus mais fortes

vícios. Tenho cerca de vinte mil livros, e é claro que todos eles merecem ser

guardados e compartilhados com muito carinho, e por isso, inauguro

hoje, o ronronar dos livros bem aqui em cima do telhado. Dentre os gêneros que mais gosto de ler, estão os livros com muita

ação, os de suspense, de ficção científica, os romances policiais, os sobrenaturais, os espíritas, infanto-juvenil e claro, como uma gata bastante romântica que sou, os

que costumo chamar de romances rosinhas. Geralmente leio juntamente com

meu namorido, mas ele costuma fugir desse último gênero, não sei

porquê, já que ele próprio é tão romântico. Mas ele prefere os de terror, que eu particularmente passo longe,

apesar de já ter lido alguns juntamente com ele. Sou muito curiosa,

principalmente no que tange as preferências das pessoas que gosto.

Então, não me controlo quando vejo ele lendo algo e me meto para ler

também, apesar dos avisos dele que eu não gostarei da história.  E o pior de tudo é quando percebo que apesar do gênero não me agradar,

acabo amando a forma do autor expor os acontecimentos.

Isso aconteceu com o livro de Stephen King chamado O Cemitério. Eu

morri de medo durante toda a leitura, mas não conseguia

parar de ler. A história envolve uma família que acaba de se mudar para uma pequena

cidade do Maine, onde existe um Cemitério de animais de estimação no

qual as crianças de gerações passadas enterravam seus bichinhos. Porém,

atrás desse Cemitério, existe algo ainda maior e totalmente

horripilante que me fez segurar a respiração até o último momento da

leitura. Esse livro mexeu tanto comigo, que durante um ano após ter lido,

ainda sentia o garotinho da história se aproximando da minha cama.

Durante a leitura, só dormia de mão dada com meu namorido, quando não

pedia para ele me abraçar fortemente, além de suplicar que ele me

esperasse dormir, para só depois de estar profundamente adormecida ele

pudesse finalmente se entregar ao sono.
 eu fiz também uma revira volta no nosso quarto aqui em casa. Troquei a

cama, o armário e a mesa do computador de lugar. Eu falei que o livro

mexeu comigo, não é? E  eu mexi com as coisas, tamanho o medo que

sentia! E não me contive apenas trocando as coisas de lugar. Não ia ao

banheiro a noite sozinha nem pensar, não ia buscar água na cozinha sem

ele, e nem tão pouco atender o telefone na sala desacompanhada! e o namorido

ficou um tanto quanto irritado com minha postura.
 Quem mandou ele me fazer ler? Era o pagamento dele por escolher um

livro tão horripilante, ao mesmo tempo que era tão bom. E o pior de tudo, é que eu não me lembro de ter tido tanta vontade

de ir ao banheiro de madrugada, e nem tão pouco sentido tanta cede na

vida. Sem falar, que o telefone jamais tocara tanto aqui em casa após

as dez horas como naquela época.  Pronto, se é para se vingar, até

mesmo involuntariamente eu respondo a altura. E ele, o namorido, claro

que me acompanhava em todas essas excursões ao banheiro, a cozinha e ao

telefone.  E ficava em pé me esperando terminar o serviço. Não, ele não

aproveitava para ir beber água na cozinha enquanto eu estava fazendo

2x,, porque a primeira vez que ele tentou, eu fui atrás, interrompendo

meu sagrado xixi. Então ele percebeu que seria melhor me esperar para

depois ir, comigo a tira colo, beber água. A primeira vez que ele me levou para beber água, assim que ele saiu, eu

fui atrás, deixando a garrafa de água fora da geladeira, para no outro

dia levar um puxão de orelhas dele. Com o telefone foi pior. Quando

este tocou uma bela, ou seria melhor dizer terrível, noite, eu não fui

atender, e quando ele foi, eu fui atrás. Ele ficou irritado, pois já

que eu iria atender, porque esperei ele se levantar? Ora, porque eu

estava com medo! Simples assim. E quando ele me passou o fone para eu

atender minha amiga, e se retirou em seguida para o quarto, eu

desliguei o telefone na cara da amiga e fui correndo a trás dele. É, a

coisa foi séria. E no fim das contas quem teve que explicar para a amiga

o que houve com o telefonema interrompido? Ele, o namorido, é óbvio.
 Essa época foi terrível! Eu realmente tinha medo de ficar sozinha.

Depois desse livro, ficamos um longo tempo sem ler gênero de terror, e

eu me pergunto qual terá sido o motivo?

Descobri com o Cemitério que Stephen King é um dos melhores autores que

existem por aí. Não por ele simplesmente escrever bem, detalhar  com facilidade e de forma nada cansativa as situações e paisagens, mas sim por fazer com que um ser como eu,

medrosa até morrer, conseguisse ler um livro medonho desse até o fim.

Só escrevendo lindamente para prender alguém que detesta tal gênero. E

hoje pesando o que realmente sinto por tal livro, penso que adorei

lê-lo e conhecer esse maravilhoso autor. Depois desse, consegui ler outras obras de Stephen King e descobri que

ele não é um bicho papão em todas as histórias. A Espera de um Milagre,

por exemplo, não tem nada de medonho. Mas O Iluminado, confesso que

ainda não tenho coragem para ler.

Bem, está inaugurado o ronronar dos livros aqui no telhado. Vamos, subam,

 pegue uma almofada, sente-se confortavelmente, comente sobre esse

livro e autor, e seja, muito, mas muito bem vindo ao mundo dos livros

felinos da Miau!