O SER HUMANO NÚ E CRÚ, VOCÊ É ASSIM? fevereiro/2010
Olá AMIGOS MOTORISTAS! Sou DEBORAH PRATES – CEGA E USUÁRIA DE CÃO-GUIA.Trago para o nosso exercício mensal de cidadania e solidariedade o texto que se segue. O exercício está, justamente, em nos colocarmos no lugar dos personagens para questionarmos as suas atitudes.
Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital. Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora todas as tardes para conseguir drenar o liquido de seus pulmões. Sua cama ficava próxima de uma janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar de bruços em sua cama por todo o tempo. Eles conversavam muito. Falavam sobre suas mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seu envolvimento com o serviço militar, onde costumavam ir nas férias. E toda a tarde quando o homem da janela podia sentar-se ele passava todo o tempo descrevendo ao companheiro todas as coisas que ele podia ver pela janela. O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro. Ele dizia que da janela dava para ver um parque com um lago bem legal. Patos e cisnes brincavam na água enquanto as crianças navegavam seus pequenos barcos. Jovens namorados andavam de braços dados no meio de flores e estas possuíam todas as cores do arco íris. Grandes e velhas árvores cheias de elegância na paisagem, e uma fina linha podia ser vista no céu da cidade. Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes e o outro homem perto da janela descreveu que havia um desfile na rua e embora ele não pudesse escutar a música, ele podia ver e descrever tudo. Dias e semanas passaram-se. Em uma manhã a enfermeira do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens mas achou um deles morto. O homem que ficava perto da janela morreu pacificamente durante seu sono à noite. Ela estava entristecida e chamou os atendentes do hospital para levarem o corpo. Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu a enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela. A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor para o homem e depois de verificar que ele estava confortável o deixou sozinho no quarto. Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela. Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo lutando contra a dor para poder olhar através da janela e quando conseguiu faze-lo deparou-se com um muro todo branco. Ele então perguntou a enfermeira o que teria levado seu companheiro descrever-lhe coisas tão belas, todos os dias, se pela janela só dava para ver um muro branco. A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada, mesmo que quisesse. Talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e alegra-lo um pouco com suas histórias. Moral da história: há uma tremenda alegria em fazer as outras pessoas felizes, independente da nossa situação atual. Dividir problemas e pesares é ter metade de uma aflição, mas felicidade quando compartilhada é ter o dobro de felicidade. Se quer sentir-se rico, apenas conte todas as coisas que você tem e o dinheiro não pode comprar. Hoje é um presente e é por isso que é chamado assim.
Pois é! Então, amigos MOTORISTAS! Sejamos solidários e humanos. Vençam os preconceitos e consequentes discriminações. Vejam os “DEFICIENTES” como BRASILEIROS!
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