O CÃO SOMANDO FORÇA COM O HOMEM
Um mimo! Sim. É como podemos nos referir a um cãozinho de estimação. É aquele amigão que deixa os nossos momentos felizes ainda mais MARAVILHOSOS, fazendo papel semelhante nas horas em que estamos para baixo. É o amigo inconteste. É o animal a quem conferimos voto de predileção, sempre na frente de todas as candidaturas. Em contrapartida, temos que ser responsáveis e nos curvar as leis vigentes. Falo dos que extrapolam os seus direitos por puro abuso! Como assim? Num táxi ou outros meios de transportes os donos dos cães hão que levá-los dentro de caixas próprias. Há caixas de todos os tamanhos e para todos os tipos de animaisinhos de estimação. É uma segurança para o animal. É bom que saibam os que os amam! Também adaptá-los a entrar nas caixas não é trabalho difícil/complicado. Não. Basta que, em casa, na brincadeira estimulemos o cão ou o gato a entrar dentro da caixa de transporte. Assim ao tomar um táxi, por exemplo, o próprio animal já tomará a iniciativa de entrar nela para uma gostosa e não perigosa viagem seja para onde for. Então, para o cão de estimação seus donos têm que proceder algumas adaptações, a fim de evitar aborrecimentos de parte a parte.
Mas há outro lado para vermos o cão. Esse animal é ainda mais fantástico quando ajuda o homem, suprindo-lhe necessidades de sobrevivência. Falamos, sob esse enfoque, dos cães de trabalho. Últimamente profissionais especializados têm levado cães treinados aos hospitais, objetivando dar mais alento aos que sofrem, bem como impulsionando-lhes a recuperação. Pessoas idosas, muitas vezes por contingências da vida, suprem a solidão com o amigo cão. Incrível é imaginarmos o bem que o cão-guia faz aos cegos! Particularmente sou CEGA E USUÁRIA DE CÃO-GUIA, pelo que posso atestar aos amigos Leitores o quão a minha qualidade de vida melhorou após a chegada de JIMMY PRATES. É mais uma “ferramenta” para o deficiente visual lançar mão. A bengala, a guisa de ilustração, é tão cega quanto o próprio dono! Nas adversidades da vida diária trombamos contra orelhões, andaimes de construções, buracos e outros fatores arquitetônicos não detetáveis por ela. Já o cão-guia proporciona aos cegos um conforto e uma segurança inenarráveis para a sua locomoção, bem como para o equilíbrio/conforto emocional. Além de nos guiar, também exerce a função de uma grande companhia com quem podemos contar e conversar, quer sejam nos dias de sól, quer sejam nos dias de chuva.
Muitos de nossos Semelhantes, por falta de esclarecimentos sobre a questão, criticam o uso do cão-guia para o serviço do homem, sob a alegação de que são uns “coitados”. Absolutamente! Longe de serem “coitados”! Verdadeiramente são seres completos, já que não só trabalham, como, em contrapartida, têm seus momentos de lazer/brincadeira. Estão sempre na rua, nas festas, nos shoppings, aviões, praias, florestas, caminhadas mil, correndo atrás das suas bolas, nutrindo-se de ótimas rações, enfim, gozando de todo conforto e bem-estar que qualquer ser mortal almeja.
Até para a condução desses “trabalhadores” há diferença
relativamente aos de estimação. Os guias já não tem lógica serem transportados em caixas. Até porque seria incoerente com a sua condição. Para estes já chegou, ainda de forma tímida, ao mercado uma coleira que se adapta ao cinto de segurança dos carros, onde os cães poderão fazer as suas viagens com segurança, tanto quanto se estivessem nas caixas (como seus amigos de estimação). Fato é que todos devem resguardar as suas seguranças ao estarem em veículos em movimentação.
Por isso meus amigos Leitores é que há que ser dispensado um tratamento especial por parte da SOCIEDADE quando se está diante de um cão trabalhador. Para os que odeiam animais de todo gênero – a quem devemos o nosso respeito – temos a dizer que entendam o cão-guia, por exemplo, como SOLIDARIEDADE prestada a um Semelhante necessitado dele. Logo, independe de gostar ou não de um cão-guia.
O que há que ser perquirido é o BEM E O RESPEITO que se está dispondo para alguém que sofreu uma DESVENTURA DA VIDA. De fato a deficiência anda em paralelo na estrada das nossas vidas. Como garantir que “amanhã” o Leitor ou um de seus entes queridos não necessitará de ser guiado por um JIMMY PRATES?
Sem dúvida alguma temos que PARAR e pensar nas nossas atitudes diárias e, quando for o caso, revê-las. Para tanto é que sugiro que façamos juntos um exercício de cidadania com a leitura do texto abaixo – QUE NÃO É DE MINHA AUTORIA – que muito bem serve para refletirmos sobre as nossas condutas relativamente aos DEFICIENTES/DIFERENTES.
“Um menino entra na lojinha de animais e pergunta o preço dos filhotes a venda. Entre 30 e 50 dólares, respondeu o dono. O menino puxou uns trocados do bolso e disse: – Mas, eu só tenho 3 dólares… Poderia ver os filhotes? O dono da loja sorriu e chamou Lady, a mãe dos cachorrinhos, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pêlo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, com dificuldade, mancando de forma visível. O menino apontou aquele cachorrinho e perguntou: – O que é que há com ele? O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril – mancaria e andaria devagar para sempre. O menino se animou e disse com enorme alegria no olhar… – Esse é o cachorrinho que eu quero comprar! O dono da loja respondeu: – Não, você não vai querer comprar esse. Se quiser realmente ficar com ele, eu lhe dou de presente. O menino emudeceu e, com os olhos marejados de lágrimas, olhou firme para o dono da loja e falou: – Eu não quero que você o dê para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 3 dólares agora e 50 centavos por mês, até completar o preço total. Surpreso, o dono da loja contestou: – Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos. O menino ficou muito sério, acocorou-se e levantou lentamente a perna esquerda da calça, deixando à mostra a prótese que usava para andar… Olhou bem para o dono da loja e respondeu: – Veja… Não tenho uma perna… Eu não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso.” “As vezes desprezamos as pessoas com que convivemos todos os dias, por causa dos seus “defeitos”, quando na verdade somos tão iguais ou mesmo pior do que elas. Desconsideramos que essas mesmas pessoas precisam apenas de alguém que as compreendam e as amem, não pelo que elas poderiam fazer, mas pelo que realmente são. Amar a todos é difícil, mas não é impossível.
Sejamos mais tolerantes e solidários com os DIFERENTES!
Carinhosamente. DEBORAH PRATES
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