AS CRIANÇAS NA VIDA DO DEFICIENTE

7 de julho de 2010 23:32 | Dra. Deborah Prates, Geral

Em bate-papo com amigos lançou-se o convite a uma troca de experiências acerca das crianças e familiares na vida dos deficientes. Nas respostas deu bem para constatar que os filhos e sobrinhos criados bem próximos aos deficientes cegos lhes ofertam tratamento carinhoso e proporcional a supressão do sentido. Numa das respostas veio um relato de um filho de menos de dois anos que levou a mão da mãe ao interruptor, a fim de que ela acendesse a luz para ele, bem como – noutra situação – lhe desviava de obstáculos na rua. Então, percebemos que a visão das crianças criadas ao lado da deficiência é de igual para igual na medida das desigualdades.
Já fora dessa intimidade as crianças da escola, por ilustração, discriminam os coleguinhas e seus familiares deficientes com total naturalidade. Claro que essa discriminação, tomando-se em conta a pureza das crianças, deve-se aos comentários que ouvem em seus lares.
Óbvio que são os adultos os culpados pelas atitudes das crianças, vez que as palavras de zombarias e discriminatórias partem desses responsáveis.
Conclui-se, pois, que Governo e sociedade, em sintonia fina, devem investir na educação dos pequenos a partir do maternal, no sentido de que aprendam a olhar para os diferentes com a mesma naturalidade com que olham para os iguais. Isso porque as crianças de hoje serão os adultos do amanhã!
Então, que façamos a nossa parte e comecemos a pulverizar mais sementinhas de amor, paz e solidariedade entre todos porque, certamente, uma haverá de vingar. Nada de esperar sentados pela mudança no mundo. “NAVEGAR É PRECISO”, pelo que façamos a nossa parte!
E para refletimos de forma mais profunda sobre essa troca de experiências é que lhes deixo a frase abaixo para futuro bate-papo.
“Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde os outros foram.” (Alexandre Graham Bell – 1847/1922)
Pela nossa união hoje e sempre!
Carinhosamente.
DEBORAH PRATES (cachogente) e JIMMY PRATES (pessocão)


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Comments

Nhau!

Oioioi xará!
Adoro todos seus posts, mas escolhi este para comentar. Eu costumo dizer que os filhos de cegos criados por estes mesmos, tem uma dose extra de açúcar em sua educação, pois: dificilmente essas crianças atravessam a rua fora do sinal, dificilmente andam sem dar a mão para um adulto e se comunicam bastante pela via oral (falando).

Compartilho com você e todos um fato real que aconteceu com uma amiga. Ela e seu marido, ambos cegos, tinham uma filhinha de 3 anos que enxergava. Muitas vezes os objetos caíam no chão, algo natural no mundo infantil, mas os pais observavam que a criança demorava a pegar o objeto caído. A menina enxergava normalmente, era fato, mas o grande lance é que essa lindíssima criança que hoje é uma moça de 18 anos, não usava a visão para procurar os objetos. Ela ia tateando, da mesma forma que seus pais, até tocar o objeto com as mãozinhas. Fantástico, não?
Só quis compartilhar.
Um super beijo no seu coração e continue sempre assim.

/ Miau
29 de agosto de 2010, 16:14

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